22 fevereiro, 2013
A violência dirigida contra as mulheres, a saúde e a pobreza
estarrecedora fazem do Afeganistão o país mais perigoso do mundo para
ser mulher, com o Congo em segundo lugar devido aos terríveis níveis de
estupro. Paquistão, Índia e Somália ficam em terceiro, quarto e quinto,
respectivamente, na pesquisa global das percepções de ameaças que vão
desde a violência doméstica e a discriminação econômica ao feticídio
feminino (a destruição de um feto no útero), mutilação genital e ataque
de ácido.
MULHER AFEGÃ APANHA
Um levantamento elaborado pela Thomson Reuters Foundation para marcar
o lançamento do TrustLaw * Mulher, coloca o Afeganistão no topo da
lista dos lugares mais perigosos do mundo para as mulheres. TrustLaw
pediu a 213 especialistas em gênero, cinco índices para classificar os
níveis de perigo, assim como, por seis categorias de risco. Os riscos
consistiam em ameaças à saúde, a violência sexual, não-violência sexual,
fatores culturais ou religiosos, a falta de acesso aos recursos e ao
tráfico.
Os níveis assombrosos de violência sexual na RDC, confere sua
classificação como segundo lugar mais perigoso para as mulheres. Um
estudo recente dos EUA afirmou que mais de 400 mil mulheres são
estupradas há cada ano. A ONU tem chamado o Congo de “a capital mundial
do estupro”.
A coisa mais perigosa que uma mulher na Somália pode fazer é ficar
grávida. Quando uma mulher engravida sua vida é 50-50, porque não há
cuidados pré-natais. Não há hospitais, nem saúde, nem nada.
“O Paquistão tem algumas das maiores taxas de homicídio dote, os
chamados crimes de honra e casamento precoce.” De acordo com a comissão
de direitos humanos no Paquistão, cerca de 1.000 mulheres e meninas
morrem em assassinatos de honra anualmente.
Mulheres morrem no parto a cada dia no Afeganistão, um país com um dos maiores índices do mundo em mortalidade materna.
As imagens são da Agência Reuters para ilustrar os perigos que as
mulheres enfrentam nestes cinco países. – Paula Nelson (* Mulher
TrustLaw é um site destinado a fornecer aconselhamento jurídico gratuito
para mulheres “grupos ao redor do mundo.)


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