12 junho, 2013
A Pesquisa de prevalência da violência
doméstica nos serviços de saúde, apresentada no último dia 15 no
Uruguai, revelou a situação de violência doméstica relatada por mulheres
maiores de 15 anos que buscam atendimento nos serviços de saúde público
e privado do país. O estudo foi elaborado pela Faculdade de Medicina,
pelo Instituto de Estatística e pelo Ministério de Saúde Pública, no
marco do Programa Integral de luta contra a violência de gênero.
O mapeamento analisou 1.200 casos de
mulheres de todos os níveis educativos, distribuídos em localidades com
mais de cinco mil habitantes e constatou diferentes agressões contra as
mulheres: violência doméstica – 27,7% dos casos, violência psicológica –
23,9% dos casos, violência física – 6,3% e violência sexual com 6,2%
dos relatos.
De acordo com a pesquisa, uma em cada
quatro mulheres sofre violência doméstica no Uruguai. As que estão na
faixa etária dos 15 aos 18 anos são as mais agredidas, com 35,4% dos
casos. Já as maiores de 65 anos são as menos agredidas (22%). Oito de
cada 10 mulheres declararam terem sido agredidas por um homem que, em
40% dos casos é o seu parceiro atual. Se considerar os namorados,
ex-namorados ou ex-esposos esse índice de agressores sobe para mais de
60%.
Conforme os relados colhidos pelo
estudo, a situação em que as mulheres mais sofrem violências é durante a
gravidez (14%). A frequência das agressões, segundo a pesquisa, é de
quase todos os dias (20,5%), uma ou duas vezes por semana (15,1%), uma
ou duas vezes por mês (21,7%), menos de uma vez ao mês (19,9%). Algumas
entrevistadas afirmaram terem sofrido algum tipo de violência de gênero
nos últimos 12 meses.
A ministra de saúde, Susana Muñiz, disse
que essa é a primeira vez que o país faz um levantamento e
disponibiliza dados sobre violência contra mulheres. Para ela, este é um
problema de saúde pública, direitos e segurança que requer a elaboração
de políticas e ações preventivas. A ministra ressaltou ainda que o
levantamento servirá de base para monitorar, ampliar e aprofundar ações
de combate a este tipo de violências e que é importante conscientizar
homens e mulheres a respeito de direitos e contra a violência.
A pesquisa foi realizada no marco do
“Programa integral de luta contra a violência de gênero”, que é
realizado pelo Ministério de Desenvolvimento Social através do Instituto
Nacional das Mulheres, Ministério do Interior, Poder Judicial e
Ministério de Saúde Pública, com o acompanhamento da Agência Uruguaia de
Cooperação Internacional (AUCI) e a Agência Espanhola de Cooperação
Internacional para o Desenvolvimento (AECID).
Fonte: Adital
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